sábado, 23 de outubro de 2010

12ª Catavídeo exibe Quem é negro no Brasil?

Quem ainda não viu terá a oportunidade de ver o vídeo Quem é negro no Brasil? produzido por mim como Trabalho de Conclusão de Curso no final de 2009. E quem prestigiou a minha defesa ou já assistiu a produção vai ter o privilégio de ver novamente. A grande reportagem em vídeo será exibida na 12ª Catavídeo, Mostra de Vídeos Catarinenses, no dia 3 de novembro, a partir das 19h.

O vídeo, de 22 minutos de duração, resultado de uma intensa pesquisa sobre o tema negros, reúne a análise de especialistas como geneticista, historiadores, antropólogo, psicóloga e outros, sobre quem é e o que é ser negro no Brasil hoje. Além de apresentar relatos de pessoas comuns que tem antepassados oriundos de diferentes Continentes e que buscam uma identidade .

A reportagem em vídeo revela dados impressionantes. O que mais chama a atenção é o resultado da análise de DNA que o geneticista Sérgio Danilo Junho Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, fez para saber a origem do povo brasileiro. Ele analisou a herança genética de pessoas de várias regiões do Brasil e constatou que 87% dos brasileiros são afro-descendentes, com pelo menos 10% de ancestralidade africana. Os dados também revelaram que 48% dos afro-brasileiros se auto-declaram brancos. Por outro lado, metade dos negros que foram pesquisados em uma outra análise de dna tem ancestralidade européia.

Quem é negro no Brasil? faz parte da programação da 12ª Catavídeo, que ocorre entre os dias 30 de outubro e 7 de novembro. Esta é a primeira exibição do vídeo fora da faculdade.

Algumas fotos dos bastidores da gravação estão na galeria de fotos. Acesse aqui.

Não deixe de conferir e anote na sua agenda! Confira a programação completa aqui.

Quem é negro no Brasil? no 12º Catavídeo
Mostra O formato é curto, a imaginação não

Quando: 3 de novembro - Quarta-feira
Horário: 19H
Local: Fundação Cultural BADESC - Rua Visconde de Ouro Preto, 216. Centro - Florianópolis/SC

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Impasse na UDESC

Para quem perdeu a oportunidade de assistir o Impasse, o documentário que aborda o transporte coletivo de Florianópolis como jamais foi visto antes, terá mais uma chance. Dia 22 de outubro na UDESC.

Em breve mais informações sobre a exibição.

Acesse aqui o site oficial do documentário.

Aguardem!!!!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Paulo Henrique Amorim estará em Floripa

Para quem admira o jornalista Paulo Henrique Amorim e quer participar de uma palestra com ele aí está a oportunidade. O apresentador estará no dia 5 de outubro, às 19h, no Clube 12 de Agosto, em Florianópolis, ministrando a palestra "Conjuntura e perspectivas econômicas".

A palestra faz parte do 5º Encontro Catarinense de Administração, que é promovido pelo Sistema CRA-SC/CFA.


A inscrição é gratuita, mas é necessário levar 2 kilos de alimentos não perecíveis.

Mais informações e inscrições aqui.

O palestrante

sábado, 18 de setembro de 2010

Depois do Impasse, a manifestação

Foto: Ivanir França

Estudantes, jornalistas, sindicalistas, advogados, entre outros, usuários ou não de ônibus, prestigiaram o lançamento do Impasse, o documentário que conseguiu abordar de maneira ampla e diferentemente de tudo que já ouvimos ou vimos sobre um assunto tão polêmico e essencial: o transporte coletivo de Florianópolis. Foram cerca de 700 pessoas, que invadiram o auditório e o hall de entrada da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na noite de quinta-feira, dia 16. Até quem nunca participou de uma manifestação ou sequer imagina o que é depender de coletivo para se locomover na Ilha da Magia parou para assistir, refletir e sentir a indignação dos manifestantes.

Cenas jamais vistas na televisão foram reveladas no vídeo. Um misto de espanto, indignação e sarcasmo contagiou a platéia. Foram inúmeras as vezes em que vaiaram a atitude de um PM, riram com as cenas, que seriam cômicas se não soubessemos a gravidade do problema viário da capital catarinense, e até xingaram policiais, que se aproveitavam da situação para impor autoridade, batendo nos manifestantes, sem sequer notarem que estavam sendo filmados.


Trabalho de equipe

A equipe estava apreensiva. Não sabiam qual seria a reação da platéia. Nem imaginavam quantas pessoas iriam prestigiar o evento. Afinal de contas, é o primeiro documentário produzido pela Doc Dois e dirigido pelos jornalistas Juliana Kroeger e Fernando Evangelista. Também foi a primeira experiência de campo, tão intensa, tão real e tão emociante que os jovens fotógrafos, repórteres e estudantes de jornalismo, participaram. A equipe topou a ideia desde o início, quando a cobertura seria apenas mais uma denúncia, que ficaria esquecida por todos. Os colaboradores também estavam ansiosos para ver o documentário, porque apenas os diretores e os finalizadores viram o produto pronto antes do lançamento oficial.

O desafio foi lançado e o documentário também. A equipe abraçou e a platéia aplaudiu. Jovens, velhos, homens e mulheres, críticos ou não saíram do lançamento do Impasse, no mínimo, com uma visão mais ampla sobre a situação do transporte coletivo de Florianópolis. Entenderam que as manifestações não são só de estudantes, pois todos somos usuários, direta ou indiretamente, totalmente dependentes de um transporte coletivo, que não é público, porque tem muita gente que também depende da arrecadação do sistema viário para encher os bolsos de dinheiro e viajar para bem longe da Ilha da Magia, que já se transformou na Ilha das Paralisações.


E depois do Impasse...

Foto: Ivanir França
Não demorou muito para a Beira-mar, nas proximidades do Shopping Iguatemi, ser fechada pelos estudantes que assistiram o Impasse. Quem passava de automóvel pelo local não entendia nada. "Como assim, fila a essas horas"? Mas a pergunta que não quer calar e foi muito bem lembrada pelo colega jornalista Artur de Bem é a seguinte: ta, mas qual é a reivindicação agora?!?!

Depois de algumas horas, os manifestantes invadiram o Terminal de Integração da Trindade (TITRI). O local também foi cercado por policiais, que foram chamados para escoltarem os estudantes. Contrariados, os manifestantes aguardavam as instruções do chefe de polícia. A primeira coisa que me veio a mente foi "já vi este filme antes".

Os manifestantes saíram dali em direção à Lauro Linhares. O restante da história talvez nós só conheceremos no próximo documentário. Mas fica o registro, que consegui fazer antes de terminar a bateria da minha câmera fotográfica. Só ressaltando que a manifestação que se formou depois do lançamento não fazia parte da programação da equipe. Os diretores também foram pegos de surpresa, mas enviaram alguns colaboradores para fazer a cobertura.
Foto: Marinês Barboza
Grandes flagrantes fotográficos foram feitos pelo futuro jornalista Ivanir França, que fez parte da equipe e cobriu tanto o lançamento, como as manifestações de maio e as que se formaram depois do evento. Veja algumas fotos aqui.

Parabéns para toda a equipe do Impasse!

Ficou curioso, quer saber mais sobre o documentário? Acesse aqui o site oficial.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Três milhões de documentos mofam no arquivo histórico de Floripa

Esta reportagem foi publicada ontem, dia 14 de setembro de 2010, no jornal Diário do Litoral (Diarinho). A matéria denuncia o desrespeito das autoridades de Florianópolis com a nossa história.


Clique em full para visualizar a reportagem em tela cheia.

Lançamento do Impasse será amanhã, às19h30, na UFSC

Não esqueçam que o lançamento do Impasse, o documentário sobre o transporte coletivo de Florianópolis e as recentes manifestações contra o aumento da tarifa, será amanhã, dia 16, às 19h30, no auditório da reitoria da UFSC. O vídeo é dirigido pelos jornalistas Juliana Kroeger e Fernando Evangelista. Quem tiver interesse também poderá adquirir uma cópia do documentário durante o lançamento por R$ 15.

Eu estarei fazendo a cobertura dos bastidores. Aguarde as novidades sobre o evento nos próximos dias. Mais informações sobre o documentário Impasse aqui.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Assista o trailer do Impasse, um documentário sobre o transporte coletivo de Floripa

Impasse é um documentário que aborda o transporte coletivo de Florianópolis e as manifestações contra o aumento da tarifa. O lançamento será no dia 16 de setembro, às 19h30, no auditório da reitoria da UFSC. O vídeo é dirigido pelos jornalistas Juliana Kroeger e Fernando Evangelista.



Acesse o site oficial do documentário e fique por dentro do lançamento aqui.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não ganhei o Prêmio, mas...

Rodoviária Harold Nielson
Passava da meia noite de quinta-feira, dia 2, quando consegui pegar no sono. No dia seguinte, partia às 7h com a minha sogra Rose Mere, para participar da solenidade de entrega do Prêmio de Jornalismo Unimed de SC, em Joinville. Eu fui uma das finalistas, na categoria Destaque Acadêmico, subcategoria jornal/revista.

Chegamos em Joinville por volta das 9h15. A primeira coisa que fizemos foi tomar um cafézinho para acordar. Afinal de contas, ainda era madrugada quando levantamos. As estrelas ainda brillhavam e o sol nem dava sinal de que apareceria naquela manhã. Um leve vento sobrava e uma névoa indicava o friozinho que  nos acompanharia durante todo o dia.

Nos primeiros minutos em Joinville não comecei bem. Consegui ensopar meu pastel com pimenta, achando que era catchup. A semelhança me enganou, mas ao apreciar o salgado, a temperatura subiu e não deixou dúvidas, era pimenta e das "quentes". Mal me recuperei do susto, pedi outro petisco. Desta vez uma linguiça assadinha, no ponto, como eu gosto. Me aproximei do buffet, que já estavam preparando para o almoço, para pegar farinha. Não sei o que ocorreu, de repente o pote virou todo em cima do meu prato, mesa e no chão. Eu fiquei só com a tampa nas mãos e sem reação, porque não parava de rir da situação. O dono do estabelecimento não viu, mas a minha sogra acompanhou tudo e me chamou rapidinho para sairmos de lá. Quase não consegui comer a "farinha com linguiça". Pouco tempo depois veio o garçom e limpou a lambança, sem saber ao certo o que tinha acontecido. Nós pagamos a conta e saímos de fininho. Por sorte não sugei a roupa, que era a única que tinha levado para a solenidade.

Pagamos um táxi e partimos para o Hotel Prinz, onde seria realizada a premiação. Um lugar muito aconchegante e bem localizado. Fica no bairro Atiradores, bem próximo do Centro de Joinville, diferentemente da Rodoviária, que fica localizada a uns 30 minutos.

Saimos do hotel e andamos alguns minutos até chegar na área central da cidade.Queríamos conhecer um pouco de Joinville, mas o tempo era curto. Voltamos e acompanhamos a premiação. O nervosismo tomou conta de nós. Na minha mesa sentaram a jornalista Ana Paula Flores com a sogra Rosane, a jornalista Marciane Paz, da Rádio Super Condá de Chapecó e a minha sogra Rose Mere. A representante do Oeste viajou 11 horas para participar da premiação. 

Eu, Rose Mere (minha sogra), jorn. Marciane e jorn. Ana Paula

 Confira os vencedores aqui.


Curiosidades sobre Joinville

Joinville é a cidade mais industrializada e populosa de SC, com mais de 500 mil habitantes. Mas eu consegui contar o número de pessoas que encontrei pelo caminho. Como era uma sexta-feira, início de dia, pode ser que o "povo" estava trabalhando nas indústrias do município.

ponto de ônibus de Joinville. No melhor estilo de telhado em V
A cidade é conhecida como "Cidade do Príncipe", "Cidade das Flores" e "Cidade das Bicicletas". O interessante é que não vi nenhuma bicicleta por lá. Mas acompanhando a história de Joinville descobri que há um museu de magrelas na cidade, que é o único do gênero na América do Sul. Não tive o privilégio de conhecer, mas vale a pena ler um pouquinho sobre o Museu da Bicicleta de Joinville.

Bati algumas fotos, almocei e conheci alguns colegas jornalistas. Não posso deixar de registrar que não faltaram candidatos a deputados na solenidade. Mesmo sendo um evento fechado, com público seleto, alguns médicos, candidatos de Joinville, aproveitaram a oportunidade para marcar presença, com direito a santinho, adesivo e tudo mais.

Não ganhei o prêmio, mas...

jorn. Ana Paula, jorn. Michelle Thomé, jorn. Marciane Paz, jorn. Mirian Gasparin, jorn. Marinês Barboza e jorn. Dinah Ribas
O prêmio, que seria o primeiro da minha carreira, eu não ganhei, mas fiz novas amizades e conheci três jornalistas fantásticas do Paraná, que participam da comissão julgadora. As jornalistas Dinah Ribas Pinheiro - professora de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná desde 1994 e assessora de imprensa do BRDE (2004 a 2008); Michelle Thomé - palestrante e consultora em Comunicação e Gestão de Pessoas, jornalista com mais de 15 anos de experiência em veículos como a Rádio CBN Curitiba e a TV Band Curitiba; e Mirian Gasparin, profissional com 36 anos de jornalismo com trabalhos na Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio, Jornal Gazeta do Povo, Rádio BandNews Curitiba, portal Jornale e Universidade Tuiuti.

Sem contar que também tive o privilégio de conhecer outras duas finalistass: as jornalistas Ana Paula Flores, editora do jornal Palavra Palhocense e Marciane Paz, apresentadora e repórter, da Rádio Super Condá de Chapecó. 

Eu me considero vencedora por chegar entre os finalistas. Que venham os outros prêmios!!!

Abrigada a todos que torceram por mim.



Leia minha reportagem aqui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Curiosidade: Entrudo foi o primeiro Carnaval brasileiro?!

Para quem não sabe, o entrudo era uma antiga comemoração carnavalesca em que as pessoas jogavam água aromatizada, tinta, farinha etc, umas nas outras.

Em Desterro, atual Florianópolis, foram até criadas leis que ditavam as normas para a festa. No Código de Posturas da Câmara Municipal da Capital, foi publicado em 10 de maio de 1845 uma lei sobre o entrudo.

Cabe saber quem eram as pessoas decentes da época. Imagino que em se trantado do século 19, época em que o Brasil vivia ainda a escravidão, os escravos (caboclos, pretos, negros) não faziam parte dessas comemorações. Imagino que eles não eram considerados pessoas decentes. Afinal, eles nem eram gente.

Não deixem de acompanhar o meu blog e saber um pouco mais sobre as curiosidades do carnaval.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Desequilíbrio emocional gera doenças

Estou entre os finalistas do 9º Prêmio Unimed de Jornalismo de Santa Catarina, na Categoria Destaque Acadêmico, subcategoria jornal/revista.

Neste ano a Unimed recebeu 110 inscrições. Foram 25 inscritos na categoria Destaque Acadêmico, sendo nove para jornal/revista, 12 para rádios e quatro para televisão. Os profissionais de jornalismo foram responsáveis por 85 inscrições, sendo 50 matérias veiculadas em jornal/revista, 15 em rádio e 20 em TV.

Mais informações sobre o Prêmio aqui. Leia a minha reportagem na íntegra logo abaixo.

Torçam por mim!!! Sexta-feira, dia 3 de setembro, estarei em Joinville, conhecendo a cidade, registrando tudo e, se Deus quiser, sendo premiada.

 
Clique em full para ampliar a reportagem.

Será que nossos estudantes estão preparados para as Provas da OBMEP?

Lancei um desafio para alguns colegas jornalistas. A maioria nem se arriscou responder, outros chutaram, mas a resposta estava longe do esperado. Apenas um corajoso engenheiro sanitarista e jornalista conseguiu desvendar o problema.

Vocês devem estar se perguntando, que problema é esse que nem os jornalistas conseguiram resolver? Pois bem. O desafio diz respeito a uma questão da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), nível 1, que corresponde as provas de 5ª e 6ª séries.

É que minha sobrinha passou em primeiro lugar na escola, para a segunda etapa da OBMEP 2010. A prova será aplicada dia 11 de setembro. Resolvi pesquisar as provas dos anos anteriores, para ajudá-la a estudar. Acabei lendo algumas questões e fiquei apavorada. A prova é mal escrita e é necessário muito tempo para interpretá-la. Ficamos uns 20 minutos só para conseguir entender a questão. Isso porque acabei vendo a resposta antes.

A questão é a seguinte: Joãozinho coleciona números naturais cujo algarismo das unidades é a soma dos outros algarismos.

(a) Na coleção de Joãozinho há um número que tem 4 algarismos e cujo algarismo das unidades é 1. Que número é esse?

resposta
a) Há apenas três maneiras de escrever 1 como soma de três números naturais: 1 1 0 0 = + + , 1 0 1 0 = + + e 1 0 0 1 = + + , que nos dão as possibilidades 1001, 0101 e 0011. Os números 0101 e 0011 devem ser descartados, pois não têm quatro algarismos significativos. Logo na coleção do Joãozinho aparece o número 1001.

Entenderam? É necessário muito tempo para interpretar a questão. Será que nossas crianças estão preparadas para uma questão como esta?

sábado, 21 de agosto de 2010

Jornalistas lançam documentário sobre o transporte coletivo de Florianópolis

Divulgação
O lançamento do Impasse, um documentário sobre o transporte coletivo de Florianópolis e as manifestações contra o aumento da tarifa, está marcado para o dia 16 de setembro, às 19h30, no auditório da reitoria da UFSC. O vídeo é dirigido pelos jornalistas Juliana Kroeger e Fernando Evangelista.

As recentes manifestações dos estudantes contra o aumento da tarifa servem de fio condutor da história. O vídeo, de 80 minutos, confronta diversos pontos de vista - mais de 30 pessoas foram entrevistadas, entre elas estudantes, empresários, cidadãos comuns, representantes do poder municipal e estadual.

Além deste debate sobre o modelo de transporte, Impasse apresenta cenas chocantes de violência policial e de depredação do patrimônio público por parte de alguns estudantes. Fatos que não foram divulgados em nenhum jornal ou televisão.

Impasse também revela como o Movimento Passe Livre foi criado, apresenta cenas inéditas das revoltas de 2004 e 2005 e traça um paralelo entre os atos daqui com os de outros países latinoamericanos.

A realização é da empresa Doc Dois Comunicação, com direção de Juliana Kroeger e Fernando Evangelista, jornalistas catarinenses com experiência em coberturas de conflitos no Oriente Médio, África e Europa.

O evento faz parte da 9ª Semana de Jornalismo da UFSC, que irá ocorrer de 13 a 17 de setembro. Mais informações sobre a semana aqui.

Ivanir França
APOIO

Todas as gravações e a edição foram feitas com recursos dos próprios diretores. O apoio será utilizado para cobrir parte dos gastos da produção, a produção das primeiras cópias em DVD e envio às escolas e universidades, a produção de material de divulgação, financiar a tradução do material para inglês e espanhol, o pagamento de um profissional especializado em finalização de vídeo e outro e em edição de som.

Valores
Cota de R$5.000: A instituição ou entidade que apoiar com R$5.000 terá sua logomarca nos créditos iniciais do documentário ("instituição ou entidade apresenta"). Terá a sua logomarca em todo o material de divulgação, na contracapa do documentário e receberá 40 DVDs.

Cota de R$2.500: A instituição ou entidade que apoiar com R$2.500 terá sua logomarca nos créditos iniciais, como patrocinadora do projeto. Terá a sua logomarca em todo o material de divulgação, na contracapa do documentário e receberá 20 DVDs.

Cota de R$1.000: A instituição ou entidade que apoiar com R$1.000 terá seu nome nos créditos finais como apoiadora do projeto. Terá o seu nome em todo o material de divulgação e receberá 10 DVDs.

Cota de R$500: A instituição ou entidade que apoiar com R$500 terá seu nome nos créditos finais como apoiadora do projeto e receberá 5 DVDs.

Cota de R$250: A instituição ou entidade que apoiar com R$250 terá seu nome nos créditos finais como apoiadora do projeto e receberá 2 DVDs.

Para patrocinar o documentário entre em contato com o diretor Fernando Evangelista, por meio do fernando_evangelista@hotmail.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Seria mais uma ida ao hospital se não fosse...

São oito e meia da manhã e a ortopedia do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, já está lotada. São crianças vindas de todas as partes com fraturas e lesões diversas. Minha missão era levar o sobrinho de 10 anos para retirar o gesso do braço, que ele quebrou jogando bola. O incidente ocorreu no dia em que o Brasil se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo, com o empate de 0x0 contra Portugal.

Quase dois meses se passaram e voltamos ao hospital. O primeiro passo é se dirigir à recepção. Pronto! Agora é só aguardar a médica ortopedista chamar. Os minutos voam e as conversas começam a fluir. Uma coisa todos tinham em comum, um membro do corpo quebrado. Alguns fraturaram jogando bola, outros andando de bicicleta, tinha até quem se machucou correndo. A única certeza que temos é que ninguém estava trabalhando quando o acidente ocorreu.

A maioria das crianças fraturadas é menino e tem entre 9 e 10 anos. Será que são mais levados? Curioso que, geralmente, é o braço esquerdo que sai lesado. A ortopedista disse que não há nenhuma explicação médica para isso.

Finalmente a ortopedista nos chama e encaminha para retirar o gesso e fazer outro Raio X. Mais uma longa espera. Desta vez o local é muito perto do corredor central do hospital. Muitas crianças circulam por ali,  com dificuldades ou amparadas por seus pais e enfermeiros, em macas ou cadeiras de rodas. A cena é no mínimo emocionante. É difícil conter as lágrimas. Não suporto ver crianças tão pequenas, muitas delas, nem sabem onde estão e porque sentem tanta dor. Ninguém queria estar lá, muito menos eu. Na nossa frente um menino de aproximadamente sete anos chora insistentemente. Ele tem medo, porque pensa que não vai mais conseguir brincar ou ir para a escola. A mãe tenta o consolar, mas a criança continua gemendo de dor.


Entre idas e vindas dentro do hospital já se passaram quase duas horas. O radiologista chama o meu sobrinho e em seguida faz o Raio X. Saímos e aguardamos o resultado. O osso está perfeito, grudou, já pode ser retirado. Finalmente podemos ir embora, mas teremos que voltar dia 10, só para garantir. Partimos, porque a vida segue e eu tinha uma longa jornada pela frente.

Se meu sobrinho estivesse vendo o Brasil jogar naquele dia, este relato não estaria sendo feito, ou talvez, seria mais uma ida ao hospital se não fosse pela quantidade de crianças na espera pelo atendimento.

domingo, 15 de agosto de 2010

Greve também é cultura!

Criatividade é o que não falta para os grevistas da saúde e da educação. Criaram até uma paródia com a letra da música do Boi de Mamão, da Barra da Lagoa, com direito a bovino doente e tudo. Os servidores municipais fizeram uma manifestação esta semana, para recepcionar o ministro da saúde, José Gomes Temporão.

O que chama atenção na manifestação é a criatividade com que os manifestantes conduzem a greve. Na frente do prédio da Prefeitura Municipal é impossível não notar a movimentação, porque há uma batucada e música ao vivo o dia todo. Os grevistas fazem revezamento para manter a panfletagem e a pressão no decorrer das horas. O que nos impressiona é a quantidade de guardas municipais também no local. Tem momentos que o número chega ser maior do que de manifestantes.Tudo isso para manter a ordem e a decência? Será que é necessário todo esse efetivo?

Há quem pense que reivindicações como esta são só para cobrar aumento salarial e nada mais que isso, mas os grevistas também querem melhores condições de trabalho, estrutura e ambientes adequados, para atender melhor a população.

Todos sabemos que tem hospitais e postos de saúde no Estado, que faltam medicação e funcionários qualificados para trabalhar. Pouco ou nada se insveste na saúde, tão pouco na educação. O problema é que neste país muitas coisas só são resolvidas na base da pressão, greve mesmo!

Mas acompanhe a paródia criada pelos manifestantes. É criativa e bem informativa também. Vale a pena atentar para a letra!


Boi de MAUmão

Seu dono da casa, vou pedir licença
Seu dono da casa, vou pedir licença

Para o boi brincar prefeitinho, na sua presença
Para o boi brincar prefeitinho, na sua presença

Oh meu vaqueirinho, não tem injeção
Oh meu vaqueirinho, não tem injeção

Não vai ter vacina, vai cair no chão
Não vai ter vacina, vai cair no chão

Oh meu vaqueirinho, ele já chegou
Oh meu vaqueirinho, ele já chegou

E o prefeito omisso, já nos enganou
E o prefeito omisso, já nos enganou

Oh meu vaqueirinho, brinca bem ligeiro
Oh meu vaqueirinho, brinca bem ligeiro

Que o meu salário, foi para o pinheiro
Que o meu salário, foi para o pinheiro

Eh boi, brinca bem devagar

Eh boi brinca bem direitinho
Eh boi, pra não se machucar
Eh boi pro meu boi brincar bem
Eh boi, arreda garotada
Eh boi, abaixou é boi malhado
Eh boi

Nosso salário é pouco, que será de nós
Se formos à luta, nós vamos ter voz
Sem serviço público, que será de nós

Educação e saúde doentes, nós estamos sós

Urubu, urubu, urubu
Urubu, urubu, urubu

Vai voar com o Dário, lá pra Istambul
Vai voar com o Dário, lá pra Istambul
Seu doutor, seu doutor, seu doutor
Ai que dor, ai que dor
Seu doutor, seu doutor, seu doutor
Ai que dor, ai que dor

Eh boi, alevanta boi malhado
Eh boi, alevanta devagar

Eh boi, brinca bem ligeirinho
Eh boi, faz sorrir a multidão
Eh boi...

Boi, boi, boi, que brincadeira boa

A gente está de greve, mas não esta a toa

Boi, boi, boi, que brincadeira boa

A gente está de greve, mas não está a toa

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Não perca na próxima semana!!!

Semana que vem publicarei a reportagem que fiz sobre as doenças psicossomáticas. Você vai descobrir a causa de certas doenças aparentemente não têm explicação.

É com esta reportagem que estou concorrendo ao Prêmio Unimed de Jornalismo de SC, na categoria destaque acadêmico.

O resultado será divulgado na segunda quinzena de agosto.

Aguardem e torçam por mim!!!

"Meu sonho era ser músico"

Foto: deolhonacapital
A frase reveladora, título dessa reportagem, não causaria espanto se viesse de um cantor famoso, um sambista da velha guarda ou um compositor talentoso, mas quando ouvimos de um jornalista com mais de 50 anos de profissão nos causa curiosidade. Foi durante uma palestra na Associação Catarinense de Imprensa (ACI), que Roberto Alves falou sobre o sonho de ser cantor, compartilhou sua experiência profissional e contou um pouco dos projetos futuros. Foi como conhecer o outro lado da moeda ou simplesmente a intimidade do apresentador, locutor e repórter esportivo. O jornalista, simpatizante do Fluminense, estava comemorando 52 anos de profissão, não foi à toa que ele foi o convidado de honra da noite.

O auditório da ACI estava lotado, cerca de 40 pessoas, entre jornalistas e estudantes, aguardavam pela chegada do convidado especial. Na mesa, depois de uma breve saudação do vice-presidente da casa, Roger Bitencourt, sentaram o conselheiro Moacir Pereira, o presidente da Associação, Ademir Arnon e o esperado jornalista.
Roberto Alves começou a conversa quebrando o gelo. “Não vou tornar isso aqui numa literatura oratória”. A idéia era interagir com a platéia. Ele iniciou a palestra contando um pouco da sua vida pessoal, sua infância e algumas histórias, que marcaram todos esses anos de carreira.

Alves contou que quando tinha dois anos os pais se separaram. Ele foi criado pela avó, a quem carinhosamente chama de VóGina. Ele aproveita a ambigüidade do nome para arrancar boas risadas do público.

Foto: Marcelo Bittencourt
Com 12 anos, o jornalista queria ser jogador de futebol, mas ele só conseguiu realizar o sonho, por alguns meses, três anos mais tarde. Quando completou 14 anos, Roberto Alves trabalhava numa rádio e carregava roupas de um lado para outro, para ajudar a mãe, que lavava roupas para outras pessoas.

O locutor esportivo só teve o primeiro par de sapatos com 16 anos. Quando começou a jogar, com quinze anos, o treinador o incentivava muito, parecia que ele era o preferido do técnico. Três meses se passaram e Alves descobriu que o homem que o treinava era o causador da separação dos seus pais. O garoto, que sonhava em ser jogador, abandonou tudo quando descobriu a verdade sobre o técnico, isso nas vésperas de um jogo decisivo. Até hoje ele é conhecido por ter jogado a bola propositalmente para o goleiro adversário, mas ninguém imaginava o porquê.

O início

Foi no dia primeiro de abril de mil novecentos e cinqüenta e sete que Roberto Alves começou a carreira de jornalista, no primeiro emprego como sonoplasta em uma rádio. Depois foi contratado pela Rádio Guarujá. Lá ficou por 13 anos, até 1971. Na rádio foi apresentador, redator, rádio-escuta e sonoplasta. Fez de tudo e mais um pouco.

Em 1974, Alves já trabalhava na televisão. Foi convidado para substituir João Saldanha, num programa de esportes apresentado minutos antes do Jornal da Globo. Na época, Alves morou no Rio de Janeiro, mas logo voltou para Florianópolis, para trabalhar na extinta TV Cultura.

De volta à Ilha da Magia, o jornalista cobriu vários acontecimentos importantes, três copas do mundo, a inauguração da ponte, além da Novembrada, ocorrida durante a ditadura militar. Alves relembra que gravaram 30 minutos de imagens. Por conta disso, os militares estavam todos atrás da fita. “Nós falávamos que estava com o ministro, mas não estava nada. Era tudo mentira. Não entregamos as fitas”, relembra. O jornalista conta que passaram por momentos difíceis nessa época, de censura no Brasil. “Quando íamos gravar tinha sempre três sensores dentro do estúdio. Eles não falavam nada, só anotavam”, recorda.

divulgação
Nesses 52 de carreira, Roberto Alves já foi homenageado por diversas vezes. Foi o primeiro jornalista catarinense a ganhar o troféu Bola de Ouro, ganhou por três vezes o troféu Jerônimo Coelho, dentre outros.

Alves também foi governador do estado por um minuto e meio, episódio que conta com muito humor. O fato ocorreu por um incrível engano. Alves estava no carro oficial do governo e sentou no lugar do que era para o governador estar. Na hora de sair do automóvel foi recepcionado como governador e pediram a permissão dele para iniciar a solenidade, tocando o hino nacional. Constrangido e sem saber o que fazer ele permitiu. Só depois da melodia tocada é que foi desfeita a confusão.

Roberto Alves comanda um programa esportivo na CBN Diário, que já está no ar há mais de 12 anos, com uma audiência de 12 mil ouvintes por minuto. No momento não tem projetos para o futuro. Quer apenas descansar, fazer o que não fez a vida toda. Mas ele não quer se aposentar, está apenas se preparando para quando o momento chegar. “Você tem que saber a hora de parar”, reflete.

No final da palestra, depois de responder as dúvidas de alguns convidados, Roberto Alves deixou uma mensagem para todos. “É preciso ter muita seriedade na profissão, responsabilidade. O jornalista deve ser sobre tudo verdadeiro”, finaliza.

Em julho deste anos foi lançado o livro sobre a brilhante trajetória do jornalista, “Dás um banho.

Esta reportagem foi escrita por mim em abril de 2009 e atualizada para o blog. Eu ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas acredito que está recheado de histórias interessantes e inspiradoras.

Até a próxima reportagem.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Trinta anos à espera do Tetracampeonato Brasileiro


Esta reportagem especial é sobre o Internacional. Fiz a matéria para a revista Avaí em foco, produzida por acadêmicos de Jornalismo da Faculdade Estádio de Sá e idealizada pelo professor Fernando Evangelista.

Só ressalto que a revista era sobre o Avaí e não do time. Não tivemos nenhum patrocínio na época, apenas conseguimos credenciais para fazer a cobertura do evento. Mas como o Avaí não ganhou, a diretoria nem se mexeu para publicar a revista ou alguma coisa do gênero.

Na época, setembro de 2009, eu estava na oitava fase de Jornalismo, numa correria fazendo meu TCC, mas mesmo assim aceitei o convite do mestre para participar deste desafio.

Um grande desafio porque eu nunca tinha feito uma reportagem sobre futebol e entendo muito pouco sobre o assunto, como a maioria das mulheres.

O interessante é que fiz a cobertura da torcida do Inter e adorei. Um colega, Janine Costa, que é apaixonada por fotografia, topou viajar nesta aventura também. Formamos uma dupla e tanto, eu entrevistando e escrevendo a reportagem e ela tirando as fotos. Janine produziu as fotografias com o maior profissionalismo, dígno de uma fotógrafa consagrada.

Ficamos o dia todo com a torcida. Mas uma semana antes já tínhamos conseguido o ingresso para o carreteiro, que ocorreu horas antes do jogo. E algumas entrevistas já tínhamos feito.

Foi muito emocionante sentir a vibração da torcida colorada, que parecia já saber do resultado muito tempo antes de começar a partida. Mesmo com chuva, a torcida vermelho e branco invadiu a Ressacada e deu um banho de organização.

O Fanático Colorado, o torcedor da foto ao lado, foi um dos entrevistados da reportagem. Consegui marcar a entrevista com ele, dias antes, pela internet.

Está curioso para ler? Acesse a reportagem aqui. Neste link você também pode acessar toda a revista.



Fotos: Janine Costa

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Olá,

Eu sou a Marinês, jornalista e apaixonada pela reportagem. Fiz algumas durante a faculdade e sempre quando consigo uma brexinha, um tempo livre, para ouvir histórias, observar as pessoas ao meu redor, eu continuo escrevendo.

Adoro escrever sobre o mundo paralelo, aquele que acontece nos bastidores, ao redor dos fatos oficiais, sobre pessoas que quase ou nunca aparecem nas reportagens, dos anônimos.

A partir de hoje estarei publicando as reportagens que fiz durante a faculdade e outras que estou produzindo.

Vem comigo!!! E não deixe de acompanhar a minha viajem em busca da tão esquecida reportagem.